Campinas (SP) confirma morte por gripe suína; doença causa 30 mortes no país
da Folha OnlineA Prefeitura de Campinas (a 93 km de São Paulo) confirmou na tarde desta sexta-feira a morte de uma mulher de 37 anos em consequência da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1). Com isso, sobe para 30 o número de mortes no Brasil em consequência da doença.
A vítima foi internada no dia 20, em um hospital da rede pública de Campinas, e morreu na quinta-feira (23). É a primeira morte na cidade e a terceira causada pela doença na região de Campinas --a 13ª no Estado (veja abaixo as vítimas por Estados).
Em nota, a prefeitura informou que a paciente "não viajou para o exterior e que não apresentava outras doenças (sem comorbidade)".
Aulas
O Sesi (Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo) informou nesta sexta-feira que será adiado o retorno às aulas após o recesso do meio do ano para evitar o contágio pela gripe suína. Cerca de 150 mil alunos serão afetados pela medida.
A Prefeitura de Osasco (Grande São Paulo) também decidiu adiar a volta às aulas rede municipal de ensino. Em nota, a administração municipal informou que os cerca de 65 mil alunos, que retornariam de férias na próxima segunda-feira (27), devem voltar às aulas no dia 3 de agosto.
Na quinta (23), os ministérios da Saúde e da Educação recomendaram na quinta-feira (23) que os alunos que apresentarem os sintomas da gripe suína procurem um médico de confiança e, dependendo da orientação, fiquem em casa.
De acordo com o Ministério da Saúde, a possibilidade de adiar volta às escolas da rede pública de ensino em decorrência da doença ainda está em discussão com as secretarias estaduais de Saúde.
Segundo o governo, cada Estado tem autonomia para prorrogar as férias escolares, caso achar necessário. O adiamento da volta às aulas seria uma alternativa para reduzir a possibilidade de contágio da gripe suína, que já ocorre de forma sustentada (quando o vírus circula no país e é transmitido por pessoas que não foram ao exterior nem tiveram contato com viajantes).
O Rio Grande do Sul anunciou ontem que vai manter o cronograma escolar.
Vítimas
As mortes por gripe suína foram confirmadas em quatro Estados: Rio Grande do Sul (11), São Paulo (13), Rio de Janeiro (5) e Paraná (1).
Rio Grande do Sul:
Uruguaiana:
- gestante de 36 anos - morreu no dia 16 de julho
- menina de 5 anos - morreu em 15 de julho
- caminhoneiro Dirlei Pereira, 35 - morreu dia 16 de julho
Santa Maria:
- serralheiro de 40 anos - morreu dia 17 de julho
- homem de 26 anos - morreu dia 13 de julho
- homem de 31 anos - morreu no início de julho
Passo Fundo:
- comerciante de 42 anos - morreu dia 8 de julho
- homem de 31 anos - morreu dia 8 de julho
- caminhoneiro Vanderlei Vial, primeira vítima da doença no país - morreu em 28 de junho
São Borja:
- caminhoneiro de 29 anos - morreu dia 6 de julho
Sapucaia do Sul:
- menino de 9 anos - morreu dia 5 de julho
São Paulo
Osasco:
- rapaz de 21 anos - morreu dia 11 de julho
- menina de 11 anos - morreu dia 30 de junho
- jovem de 23 anos - morreu dia 21 de julho
São Paulo
- mulher de 68 anos - morreu dia 12 de julho
- mulher, gestante, de 27 anos - morreu dia 14 de julho
- homem de 50 anos - morreu dia 13 de julho
- mulher de 44 anos - morreu dia 20 de julho
ABC
- menina de um ano e seis meses - morreu dia 18 de julho
Região de Sorocaba
- homem de 26 anos, morador da cidade de São Paulo, morreu dia 18 de julho
Região de Campinas
- mulher de 26 anos - morreu dia 17 de julho
- mulher de 27 anos - morreu dia 19 de julho
- mulher de 37 anos - morreu dia 23 de julho
Botucatu:
- homem de 28 anos - morreu dia 10 de julho
Rio de Janeiro
- mulher de 37 anos - morreu dia 13 de julho.
- menino de 10 anos - morreu dia 14 de julho
- menino de 6 anos - morreu dia 15 de julho
- gestante de 29 anos - morreu dia 17 de julho
- mulher de 39 anos - morreu dia 19 de julho
Paraná
- mulher - morreu dia 14 de julho
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.
Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
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