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sábado, 11 de julho de 2009

Notícias Diretas - 11/07/09

Obama rejeita novo pacote de estímulo econômico e pede paciência
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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou neste sábado a ideia de um segundo pacote de estímulo econômico para retirar a economia americana da recessão e pediu aos americanos que sejam pacientes para esperar os resultados de seu plano de recuperação.

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Com números altos de desemprego, queda na popularidade e duras críticas dos republicanos que já rotularam como fracassado o pacote de US$ 787 bilhões, Obama aproveitou seu programa semanal de rádio para lembrar aos eleitores que reverter a redução nas vagas de trabalho demora.

O plano "não foi feito para trabalhar em quatro meses", afirmou Obama, acrescentando que os resultados devem aparecer em dois anos.

Desde que Obama aprovou o pacote de estímulo, mais de 2 milhões de postos de trabalho foram fechados e a taxa de desemprego saltou para índices maiores que as previsões mais pessimistas da Casa Branca.

"Nós precisamos deixar o trabalho ser feito do jeito que ele deve fazer, com o entendimento de que em qualquer recessão, a taxa de desemprego tende a reduzir de maneira mais lenta que qualquer outra medida da atividade econômica", disse Obama, em mensagem gravada.

O presidente criticou os republicanos pela oposição ao pacote de estímulo sem oferecer, como contrapartida, alternativas para enfrentar a pior crise do país desde a Grande Depressão. O democrata rejeitou ainda a ideia de um segundo pacote de estímulo, que já é discutido pelos seus colegas de partido e até mesmo pelo famoso investidor Warren Buffett.

O pacote de estímulo aprovado inclui US$ 288 bilhões em corte de tarifas, aumentos significativos nos gastos com programa de saúde pública, cerca de US$ 48 bilhões em construções de pontes e estradas e outros bilhões para ampliar os esforços pelo fim da dependência energética e pela melhora do ensino público.

Algumas companhias dizem que o dinheiro do pacote de estímulo já ajudou a evitar fechamento de postos de trabalho. Auditores independentes descobriram que a parte do pacote de ajuda aos Estados ajudou a manter professores na folha de pagamento. Contudo, os números gerais ainda são negativos.

Os republicanos aproveitaram a oportunidade para criticar o presidente, mas eles ainda não encontraram um tom comum às críticas. Em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, legisladores republicanos criticaram a Casa Branca por gastar tanto ao mesmo tempo que ressaltaram que o governo não gasta rápido o suficiente para combater a crise.

Com os esforços da administração Obama focados em aprovar uma audaciosa e bilionária reforma no sistema de saúde, os republicanos agora rotulam os democratas de liberais em uma vício de compras.

No discurso semanal dos republicanos, o deputado Eric Cantor, representante do partido na Congresso, acusou os democratas da Casa de gastar sem responsabilidade e emprestar dinheiro sem nenhum cuidado.

"Apenas para o estímulo, Washington emprestou quase US$ 10 mil para cada família americana. Deixe-me perguntar: Você se sente US$ 10 mil mais rico hoje?", questionou Cantor.

Em seu discurso, Obama se referiu duas vezes a "limpar os destroços" da recessão que começou com o republicano George W. Bush. Mas, com os números da aprovação de Obama caindo, os republicanos querem ligar a crise ao novo presidente.

"Esta é a economia de Obama agora", disse Cantor.

Pior já passou

Obama afirmou ainda que seu plano de recuperação já conseguiu tirar a economia do pior da crise.

"Conseguimos tirar o sistema financeiro e a nossa economia da beira do abismo", assegurou o presidente em seu habitual discurso de sábados, gravado durante a recente visita que fez a Rússia e Itália.

Obama lembrou que ao chegar à Casa Branca em janeiro o país enfrentava a pior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 30.

"Nesse momento, estávamos perdendo uma média de 700 mil vagas de trabalho por mês. E muitos temiam que nosso sistema financeiro estivesse a ponto de entrar em colapso", explicou.

No entanto, Obama disse que dentro dos esforços do governo foram retomados os créditos às famílias e às empresas, estabilizaram-se as instituições financeiras e os devedores receberam ajudas para pagar as hipotecas.

"Em pouco mais de 100 dias a lei de recuperação econômica deu os resultados previstos", afirmou.

Entre esses resultados indicou que a citada lei proporcionou um alívio tributário de US$ 43 bilhões aos trabalhadores e às empresas e que ajudou os Estados a reduzir o déficit e a evitar demissões.

Segundo Obama, a medida também permitiu às empresas menores e às companhias que produzem energia limpa contratar novos trabalhadores e cancelar planos de demissões.

Com Associated Press e Efe

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