Viagem em pé - Uma companhia aérea estuda vender passagens para lugares praticamente em pé para voos de curta duração, por uma tarifa menor. Você compraria uma passagem dessas?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Greve nos Correios continua; Procon orienta consumidores


A greve dos Correios, iniciada na noite de quarta-feira, continua hoje. A direção da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) e o comando da greve dos funcionários da empresa não chegaram a um acordo sobre a paralisação durante reunião ocorrida no início da noite desta quinta, mas uma nova conversa ocorre nesta sexta.

As agências dos Correios funcionaram normalmente nesta quinta-feira e devem permanecer assim durante a greve. A reportagem da Folha Online entrou em contato com agências em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e todas abriram --os funcionários de atendimento são, na maioria, terceirizados.

Porém, as agências continuam a não aceitar o envio dos produtos Sedex 10 e Sedex Hoje --todas elas fixam prazos de entrega, que não podem ter garantia de cumprimento por causa da adesão à greve mais forte no setor de distribuição e entre os carteiros. O Disque-Coleta (serviço de atendimento a domicílio) também não funcionou normalmente.

Os Correios informaram que além de cortar o ponto dos grevistas, estão contratando pessoal extra e transferindo funcionários da área administrativa para o setor operacional. As medidas integram um plano de contingência.

A pessoa que possui contas a vencer e que as receberiam nos próximos dias pelos Correios devem procurar os credores para obter outra forma de pagamento. 'Segundo o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), a greve não significa que o cliente pode pagar seus débitos após o vencimento --a decisão depende da empresa que tem contas a receber.

A orientação é para que o consumidor entre em contato com a empresa e solicite outra forma de pagamento --segunda via por e-mail ou fax, por exemplo. O cliente só fica isento de pagar na data caso a empresa não disponibilize outra forma de pagamento --o que deve ser documentado de alguma forma pelo consumidor para ser válido. (clique para saber mais)

Negociação - Ontem, o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, se comprometeu a formular uma nova proposta de reajuste salarial que será apresentada em reunião marcada para as 10h30.

"Discutimos alguns pontos com o presidente [Custódio], em especial a negociação sobre o plano de carreira e do plano de saúde. Ele se comprometeu a apresentar uma nova proposta", explicou José Gonçalves, representante do comando de negociação da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares).

Caso a proposta não seja aceita pelos sindicatos, os Correios disseram que irão procurar a Justiça trabalhista para iniciar o processo de dissídio (arbitragem do conflito).

O sindicato pede reajuste de 47,77% como reposição de perdas salariais do período de 1994 até hoje, um aumento linear de R$ 200, a negociação do plano de cargos e salários para a estatal e a contratação de mais 25 mil funcionários, em especial para o setor operacional.

Já a direção dos Correios fizeram antes da greve uma proposta de aumento linear de R$ 50 e reajuste salarial de 3,74% --o que significa um aumento entre 4,36% a 13,28%, conforme a faixa salarial--, além de abono linear de R$ 400 e um vale-alimentação extra de R$ 391 em dezembro. Também oferecem isonomia no parcelamento da devolução do adiantamento de férias em até 5 vezes e aumento dos valores de todos os benefícios e gratificações, variando de 13,33% a 5%.

Os Correios informaram ainda que de 2002 até o último acordo o aumento acumulado foi de 103,35%, enquanto a variação do IPCA (índice que mede a inflação) no mesmo período foi de 46,87%. Para a empresa, isso significa que não há perda para ser recuperada.

Adesão - A adesão dos funcionários dos Correios à greve foi motivo de uma "briga de números" entre o sindicato e a direção da estatal na quinta-feira.

O sindicato aponta uma adesão de 80% dos 110 mil funcionários, concentrado no setor de distribuição. Segundo a entidade, apenas seis das 33 unidades centrais --Bauru (responsável pelo interior de São Paulo), Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Roraima e Sergipe-- ainda não decidiram pela greve.

Já os Correios apontaram para a paralisação de apenas 17% dos funcionários, sendo quase todos oriundos da distribuição. Segundo a empresa, as centrais mais afetadas são as de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Teresina e Belém.

Nenhum comentário: